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'Mar de espuma' branca volta a cobrir o Rio Tietê em Salto; veja imagens
13/05/2026
(Foto: Reprodução) Imagens de drone mostram Rio Tietê coberto por espuma branca
Imagens aéreas registraram o Rio Tietê completamente coberto por uma densa camada de espuma branca em Salto (SP), nesta quarta-feira (13). O fenômeno, que é recorrente na cidade, é causado principalmente pela poluição, como detergentes e outros produtos químicos, que vem da Grande São Paulo e é agitada pela força da água nas quedas do rio.
A situação é agravada pela falta de chuvas recentes na região. Segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), não chove no município desde domingo (10). A ausência de chuva diminui a vazão do rio e concentra os poluentes, intensificando a formação da espuma.
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A espuma no Rio Tietê em Salto é um problema crônico, resultado direto do esgoto doméstico e industrial não tratado, rico em fósforo e outros compostos de detergentes, lançado no rio ao longo de seu percurso. Ao chegar nas quedas d'água de Salto, a agitação da água funciona como um "liquidificador", gerando a espuma que cobre a paisagem.
Em nota, a Prefeitura de Salto explicou que o despejo de resíduos de detergentes e matéria orgânica sem tratamento na região metropolitana de São Paulo, ao chegar nas quedas d'água de Salto, produz a espuma. "Todo ano esse fenômeno acontece aqui em Salto e só acabaria se as cidades da Grande São Paulo cessassem o lançamento da poluição", diz a nota.
A administração municipal informou ainda que a Secretaria de Meio Ambiente monitora a situação e participa de comitês e do programa Integra Tietê, do governo estadual, que busca soluções para a recuperação do rio.
Já a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) explicou que a causa da densa camada de espuma que cobriu o Rio Tietê em cidades como Salto (SP) tem a ver com a chuva registrada no último domingo (10), que "lavou" poluentes acumulados em rios menores e nas margens, levando-os para o leito principal do Tietê.
De acordo com a Cetesb, o aumento da vazão e da turbulência da água, provocado pela chuva, colaborou para agitar os poluentes (como detergentes) e intensificar a formação da espuma.
A Cetesb destacou ainda que mantém um trabalho de monitoramento e fiscalização na região por meio do Grupo de Fiscalização Integrada das Águas do Rio Tietê (GFI-Tietê), uma força-tarefa do governo estadual. Segundo o órgão, desde março de 2025, foram realizadas 419 inspeções na área.
O acompanhamento da qualidade da água inclui seis estações automáticas, que receberam cerca de R$ 3 milhões em investimentos desde 2023, além de 27 pontos de coleta de amostras ao longo do Rio Tietê.
Alto volume de chuvas
Em fevereiro deste ano, o Rio Tietê em Salto apresentou um cenário diferente do atual, com um grande volume de água. Na época, fortes chuvas elevaram a vazão do rio para 520 metros cúbicos por segundo (m³/s), bem acima da média de 200 a 300 m³/s registrada em dias normais.
Segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), embora tenha chovido 54,6 milímetros em Salto em apenas dois dias, esse volume não seria suficiente para causar a cheia.
A situação foi resultado, principalmente, da grande quantidade de água vinda da região metropolitana de São Paulo, que desce pelo curso do rio e chega com força a cidades do interior como Salto.
Imagens de drone mostram Rio Tietê coberto por espuma branca
Reprodução/D-Vision imagens aéreas
Imagens de drone mostram Rio Tietê coberto por espuma branca
Reprodução/D-Vision imagens aéreas
Imagens de drone mostram Rio Tietê coberto por espuma branca
Reprodução/D-Vision imagens aéreas
Imagens de drone mostram Rio Tietê coberto por espuma branca
Reprodução/D-Vision imagens aéreas
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